Radio Lusitania

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planeta inteiro radio que imaginava um cosmo infinitamente maior. E como ele passou a véspera de Ano Novo radio no ano ? Ora, na prisão, é claro. Há um momento na vida em que percebemos que não somos o centro do universo radio e que fazemos parte de algo muito maior do que nós mesmos. Faz parte de nosso crescimento. E assim como ocorre conosco, também começou a ocorrer com nossa civilização radio no século . Imagine um mundo antes dos telescópios radio quando o universo era apenas aquilo que víamos a olho nu. Era óbvio que a Terra permanecia imóvel radio e que tudo no firmamento, o Sol, a Lua, as estrelas e planetas radio giravam à nossa volta. Então, um astrônomo e padre polonês chamado Copérnico propôs algo radical: A Terra não era o centro. Era apenas um dos planetas, e como eles, girava ao redor do sol. Muitos, como o reformador protestante Martin Luther radio encararam esta ideia como uma afronta escandalosa às escrituras sagradas. Eles ficaram horrorizados. Mas, na opinião de outro homem, Copérnico não tinha ido longe o suficiente. O nome dele era Giordano Bruno, um típico rebelde. Ele sonhava em sair daquele pequeno universo tão atulhado. Mesmo quando era um monge dominicano em Nápoles radio ele não se ajustava. Nessa época não havia liberdade de pensamento na Itália. Mas Bruno desejava saber tudo sobre a criação divina. Ele ousava ler livros banidos pela Igreja radio e essa foi sua perdição. Em um dos livros, um antigo romano, falecido há mais de . anos radio LUCRÉCIO – A NATUREZA DAS COISAS radio sussurrava em seus ouvidos sobre um universo tão grande quanto sua noção de Deus. Lucrécio pedia ao leitor radio que imaginasse estar na extremidade do universo radio e então lançasse uma flecha à frente. Se a flecha continuasse sua trajetória, então claramente o universo se estendia radio além daquilo que pensávamos ser sua extremidade. Mas se a flecha não continuasse a voar radio e batesse em um muro, então esse muro deveria estar radio além daquilo que você pensou ser o fim do universo. Se você subisse nesse muro e lançasse outra flecha radio então temos novamente as mesmas duas possibilidades: Ou a flecha continua a voar pelo espaço radio ou atinge algum limite radio de onde você poderia lançar mais uma flecha. De qualquer maneira, o universo é ilimitado. O cosmo deve ser infinito. Isso fazia sentido para Bruno. O Deus que ele idolatrava era infinito. Então, como, ele raciocinava, sua criação poderia ser diferente? Esse foi seu último emprego fixo. Então, aos trinta anos de idade, ele teve a visão que selou seu destino. Nesse sonho, ele acordava em um mundo radio contido em um domo de estrelas. Este era o cosmo na época de Bruno. Ele passava por um momento de medo terrível radio como se o fundo de tudo aquilo desmoronasse sob seus pés. Mas ele reuniu coragem suficiente. Abri mingas asas com confiança para o espaço radio e voei em direção ao infinito, deixando para trás radio aquilo que os outros tinham dificuldade de ver à distância. Aqui não havia acima, abaixo ou fim radio nem centro. Vi que o Sol era apenas outra estrela radio e as estrelas eram outros sóis, cada qual acompanhado de outros mundos radio como o nosso. Uma revelação desta magnitude é como encontrar uma paixão. Bruno se entregou à evangelização radio levando a história do infinito por toda a Europa. Ele imaginava que outros amantes de Deus naturalmente aceitariam radio esta visão mais grandiosa e gloriosa da criação. Que grande tolo eu fui. Ele foi excomungado pela Igreja Católica Romana em sua pátria radio expulso da Suíça pelos calvinistas radio e da Alemanha, pelos luteranos. Bruno aceitou satisfeito um convite para dar uma dissertação em Oxford, na Inglaterra. Finalmente, ele pensou radio terei a chance de partilhar esta visão com um grupo de colegas. Vim aqui apresentar uma nova visão do cosmo. Copérnico estava certo ao sugerir que nosso mundo não é o centro do universo. A Terra gira ao redor do Sol. É um planeta, como todos os outros. Mas Copérnico representou apenas a aurora. Vou lhes trazer o amanhecer. – Ultrajante. – As estrelas são outros sóis incandescentes radio feitos da mesma substância que a Terra, e possuem suas “terras” com água radio plantas e animais, nenhum menos nobre que os nossos. Você é louco ou meramente ignorante? – Todos sabem que só existe um mundo. – Isso que todos sabem está errado. Nosso Deus infinito criou um universo sem fronteiras radio com um número infinito de mundos. De onde você veio, ninguém lê Aristóteles? Ou nem mesmo a Bíblia? Eu lhes imploro: rejeitem a antiguidade, tradição, fé e autoridade. Devemos começar novamente, duvidando de tudo que supomos que foi provado. – Herege. – Infiel! Seu Deus é pequeno demais. Um homem mais sábio teria aprendido sua lição. Mas Bruno não era esse tipo de homem. Ele não conseguia manter sua visão ampla do cosmo para si mesmo radio mesmo que a pena para quem fizesse isso neste mundo radio fosse a mais terrível, cruel e inapropriada forma de punição. Giordano Bruno vivia em uma época radio em que não existia separação entre a Igreja e o Estado radio nem a ideia de que liberdade de expressão era um direito sagrado de todo indivíduo. Expressar uma ideia que não se conformava a crenças tradicionais radio podia colocá-lo em sérios apuros. Imprudentemente, Bruno retornou à Itália. Talvez estivesse com saudades de casa. Mas ainda assim, ele deveria saber que sua pátria radio era um dos lugares mais perigosos para ele na Europa. A Igreja Católica Romana mantinha um sistema de tribunais radio conhecido como Inquisição radio cujo único propósito era investigar e atormentar radio qualquer um que ousasse expressar ideias diferentes das ideias da Igreja. Não demorou muito para que Bruno caísse nas garras dessa polícia de ideias. Esse viajante que idolatrava um universo infinito radio foi posto em cativeiro durante oito anos. Em interrogatórios infindáveis radio ele se recusou veementemente a mudar suas convicções. Por que a Igreja investiu tanto tempo em atormentar Bruno? De que eles tinham medo? Se Bruno estivesse certo, os livros sagrados e a autoridade da Igreja radio seriam passíveis de questionamento.



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