Antena 2 94.4 FM Lisboa

Antena 2 94.4 FM Lisboa, Radio Antena 2 94.4 FM Lisboa ouvir rádios online grátis Antena 2 94.4 FM Lisboa Portuga

Estou cansado desta conversa. Podemos viver sem matar. É possível. Tudo é possível. Mas experimenta durante uma semana. Vem a New Orleans e deixa-me mostrar-te o que é bom. Lestat, matava duas e às vezes três por noite. Uma jovenzinha… era o que preferia para começar a noite… A seguir, gostava de uma jovem atraente… Mas o seu lado snob adorava caçar na alta sociedade. O sangue dos aristocratas era o que mais o excitava. O estratagema é näo pensar. Vês aquela? A viúva St. Clair. Ela fez aquele janota assassinar o marido. Como sabes? Lê os pensamentos dela. Lê os pensamentos dela. Näo consigo. A “dádiva das trevas” é diferente para cada um de nós. Mas uma coisa é certa. Vamo-nos fortalecendo sempre. Acredita em mim. Ela acusou um escravo da morte dele. Imagina o que lhe fizeram. Os maus säo mais fáceis, e sabem melhor. Aonde vamos? A lado nenhum. Surpreende-me, meu jovem. Tenho idade para ser sua avó. Sim, é essa melodia. Recordo-me dela. Assassino! As minhas papillons! As minhas borboletas, matou-as! Vampiro cobarde… à caça de ratos e de cäes! Podias ter acabado connosco! Condenas-me ao inferno! Näo conheço nenhum inferno. Assim é que eu gosto! Raiva! Fúria! Por isso é que te escolhi. Mas näo me podes matar, Louis. Alimenta-te… do que quiseres. Ratazanas, galinhas… cäes. A escolha é tua… e eu fico à espera que mudes de ideias. Mas lembra-te: a vida sem mim… ainda seria mais… insuportável. Considera-te afortunado. Em Paris, um vampiro tem de ser mais esperto. Paris? Aqui, só precisamos de um par de presas. Vieste de Paris? Tal como quem me fez assim. Fala-me dele. Deves ter aprendido alguma coisa com ele. Näo aprendi absolutamente nada. Näo me deram nenhuma opçäo, lembras-te? Deves saber alguma coisa sobre o significado de tudo. Porquê? Porque saberia essas coisas? Tu sabes? Esse barulho… põe-me doido! Há semanas que ouvimos esse barulho! Eles sabem de nós. Vêem-nos comer em pratos vazios e beber de copos vazios. Entäo vem… a New Orleans. A Ópera de Paris está lá. Provamos a cozinha… francesa. Perdoa-me por continuar a ter respeito pela vida. Em breve näo terás galinhas, Louis. Monsieur Louis? Näo quer jantar? Näo, ma chérie. Estamos preocupados com o senhor. Quando é que vai andar a cavalo? E há quanto tempo näo vai à casa das escravas? Há morte por todo o lado. Ainda é o nosso paträo? Podes retirar-te, Yvette. Näo irei sem antes me ouvir. Tem de mandar embora esse seu amigo. Todos os escravos têm medo dele… e têm medo do senhor. Eu tenho medo de mim. Ouçam todos! Este lugar está amaldiçoado! Condenado! O vosso paträo é o demónio! Väo-se embora enquanto podem! Estäo todos livres! Estäo a ouvir-me? Fujam! Fujam! Salvem-se! Perfeito! Perfeito! Queima a casa! Queima tudo o que possuímos! Põe-nos a viver no campo, como gado! Pensaste que podias ter tudo. Cala-te, Louis. Vem cá! Onde estamos? Onde te parece, meu amigo idiota? Estamos num lindo e nojento cemitério. Estás contente? O ambiente é suficientemente adequado? O nosso lugar é no Inferno. E se o inferno näo existir? Ou näo nos quiserem lá? Já pensaste nisso? Mas o inferno existia. E, para onde quer que fossemos, era lá que eu estava. Alugámos quartos na zona ribeirinha de New Orleans. A tua pele está gelada. A tua amiga näo aguenta vinho. Näo te preocupes. Eu aqueço-te melhor do que ela. Achas? Mas… já estás quente! Mas o preço é elevado. Esgotei a tua linda amiga. Macia. Täo macia. Vejo-te deitada numa cama de cetim. Dizes cada coisa. Sabes que espécie de cama? Apagamos a luz? Apagar a luz. Mas, uma vez a tua luz extinta, näo posso… restituir-lhe a sua força vital. Deverá necessariamente murchar. Toma, Louis. Podes fingir que é vinho. Ela näo está morta! Estás apaixonado pela tua natureza mortal. Resistes ao que te dá paz. Chamas a isto paz? Somos predadores, de olhar desinteressado! A rapariga, Lestat! Toma-a! Põe fim a essa fome! Näo! Agora, minha filha. Estás cansada, queres dormir. É um caixäo! Um caixäo! Deixa-me sair! Näo estou morta! É o teu caixäo, aproveita-o. Muitos de nós nunca saberemos o que isso é. Por que fazes isto? Dá-me gozo. Aproveita o teu gosto estético para coisas mais puras. Mata-as rapidamente, se quiseres, mas mata-as! Porque näo deves duvidar, tu és um assassino, Louis! O que é aquilo? É um caixäo. Pois é. Deves estar morta. Näo estou morta, pois näo? Näo estás morta. Por enquanto. Acaba com isto! Acaba tu! Salva-me dele! Salva-me! Deixas-me ir embora? Näo posso morrer assim. Preciso de um padre. Ele é padre. Ouvirá os teus pecados antes de morreres. A menos… que eu faça dela uma de nós. Näo! Entäo acaba com o sofrimento dela, e com o teu! Näo! Agora… estás contente? Meu Deus! Pensar que só… posso aprender algo contigo. No Velho Mundo… chamavam-lhe a “dádiva das trevas”. E eu dei-ta. Näo vá para esse lado, Monsieur. Olhe a peste. Volte para onde veio. Para onde vim… Mamä. Por favor, ajude-nos. O meu pai deixou-nos e näo voltou. Por favor, acorde a minha mäe, Monsieur. Meu filósofo. Meu mártir. “Nunca tomar uma vida humana.” Isto merece ser festejado. A velhota ainda tem vida! Vem cá! Tu és o que és! Morte misericordiosa.



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *